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Sunday, 13 December 2015

Índios entregam à polícia corpos de amigos que tinham sido sequestrados

Genes Moreira dos Santos Júnior (à esquerda) e Marciano Cardoso Mendes (à direita) (Foto: Arquivo pessoal)Os corpos dos dois amigos que haviam sido sequestrados por índios da etnia Enawenê-nawê na última quarta-feira (9) em Mato Grosso foram entregues à Polícia Federal na tarde deste sábado (12).
Genes Moreira dos Santos Júnior, de 24 anos, e Marciano Cardoso Mendes, de 25, foram levados pelos índios após passarem por um bloqueio para cobrança de pedágio feito, na BR-174 entre Juína, a 737 km de Cuiabá e Rondônia.
As famílias acreditam que eles foram sequestrados pelos índios depois de um desentendimento no local do pedágio. A Polícia Federal, que investiga o caso, informou que os policiais estavam conversando com as lideranças da aldeia desde esta sexta-feira (11) e haviam dado um prazo para que os corpos fossem apresentados até às 12h deste sábado. Caso contrário, teriam início as prisões de indígenas.
Os índios entraram em contato com a delegacia de Polícia Civil de Juína às 11h desse sábado e marcaram um encontro próximo ao bloqueio realizado por eles no dia do desaparecimento dos jovens, a 120 km de Juína, para a entrega dos corpos. Segundo a polícia, os índios estavam vestidos com roupas de guerra e entregaram os corpos, que já estavam em estado de decomposição.

Família e amigos de jovens desaparecidos bloqueiam a MT-170 e a BR-174 (Foto: Alzira Reis de Oliveira/Arquivo pessoal)Família e amigos de jovens bloqueiam a MT-170 e
a BR-174 (Foto: Alzira de Oliveira/Arquivo pessoal)
Os corpos foram enviados ao Instituto Médico Legal (IML) de Juína. A polícia colheu depoimentos e foi aberto um inquérito que terá continuidade em Cuiabá. Os índios informaram à polícia que vários deles foram responsáveis pelas mortes. A polícia deve pedir nesta semana a prisão dos responsáveis pelo crime.
Neste sábado, familiares e amigos dos dois jovens fizeram um protesto e bloquearam duas rodovias de Mato Grosso. Segundo Alzira Reis de Oliveira, 25 anos, havia 200 pessoas em um bloqueio e outras 300 no outro ponto de protesto. Os números não foram confirmados pelas autoridades da região.
Alzira Reis de Oliveira, 25 anos, é amiga próxima da família e conta que Genes, que era vendedor, e Marciano, motorista desempregado, estavam em uma caminhonete quando passaram pelo pedágio dos índios. Eles moravam no Bairro São José Operário, em Juína. Segundo ela, Genes viajava toda semana para Vilhena (RO) para comprar roupas para revender em Juína e desta vez o amigo Marciano havia decidido acompanhá-lo para conhecer a cidade.
Ela disse que quando os corpos chegaram ao IML a família não foi informada e soube da notícia por uma rádio. Disse ainda que as mães dos jovens estavam sob o efeito de remédios enquanto aguardavam notícias dos filhos. “A mãe do Genes está sofrendo em dobro porque não tem nem dois meses que o outro filho dela faleceu”, afirma.
Alzira conta que o pedágio feito pelos índios na região é frequente. “Hoje eles estavam cobrando pedágio no mesmo lugar durante o dia todo e tivemos informações de pessoas que vinham de Rondônia para Juína que eles não deixavam passar e até aumentaram o valor de carros de passeio de R$ 20 para R$ 50. Os ônibus e carretas estavam pagando R$ 100”, comenta.
Segundo ela, a população abraçou a causa e pede por Justiça. “Eu me sinto revoltada porque os índios podem fazer tudo, e nós não temos direito a nada, não deixam ninguém passar e estão todos lá", declarou.

Fonte: G1

Bomba é achada debaixo de carro no DF; ex-marido é suspeito, diz PM

Bomba instalada debaixo de carro em Sobradinho, no Distrito Federal (Foto: Polícia Militar/Divulgação)A Polícia Militar desarmou na madrugada deste domingo (13) uma bomba que havia sido colocada debaixo de um carro em Sobradinho, no Distrito Federal. O artefato foi feito com uma garrafa
pet e podia ser acionado por celular. De acordo com a corporação, o suspeito de armá-la é ex-marido da dona do veículo. Ele não havia sido localizado até a publicação desta reportagem.
O incidente aconteceu na quadra Central, no Setor Bancário da região administrativa. A ação de combate à bomba teve início às 19h de sábado. De acordo com a Polícia Militar, o local foi isolado após denúncia anônima. O esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado.

Segundo a corporação, o explosivo seria acionado por um celular amarrado ao artefato. Ele foi desativado após sete horas de trabalho. Ainda de acordo com a Polícia Militar, o ex-marido da dona do carro não aceitava o término do relacionamento.
A PM disse ainda que o suspeito já havia feito diversas ameaças e cumpria medida protetiva. A operação contou com a participação de policiais do 13º Batalhão, BPCães, BPChoque, Comando Tático e Bope.

Explosivo seria acionado por um celular que estava amarrado ao artefato (Foto: Polícia Militar/Divulgação)Explosivo seria acionado por um celular que estava amarrado ao artefato (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Fonte: G1

Bebê fica 5 min submerso em piscina e é salvo por vizinho bombeiro no DF

Bombeiros resgatam bebê que ficou cinco minutos submerso em piscina de casa no DF (Foto: Corpo de Bombeiros DF/Divulgação)Um menino de 1 ano e 7 meses passou cinco minutos submerso depois de cair na piscina de casa, no Grande Colorado, no Distrito Federal, na noite deste sábado (12). O garoto foi salvo por um
vizinho, que é sargento do Corpo de Bombeiros.
O homem prestou os primeiros socorros após ser chamado pelos pais e conseguiu reverter o quadro de parada respiratória que a criança apresentava. O helicóptero dos bombeiros foi chamado, e o menino foi transportado para o Hospital Regional de Sobradinho.
Outro caso
Um garoto de 5 anos também foi vítima de afogamento na noite deste sábado, no Lago Norte. Ele estava em uma festa de crianças e foi achado no fundo da piscina.
De acordo com testemunhas, o menino foi retirado de imediato da água e socorrido por uma convidada, que é enfermeira. Ela iniciou as manobras de reanimação, e os bombeiros levaram a criança para o Hospital Materno Infantil.

Bombeiros resgatam menino que se afogou após cair em piscina durante festa no DF (Foto: Corpo de Bombeiros DF/Divulgação)Bombeiros resgatam menino que se afogou após cair em piscina durante festa no DF (Foto: Corpo de Bombeiros DF/Divulgação)

Fonte: G1

Goiás terá de adotar 9º dígito nos celulares a partir de maio de 2016

Celular, Goiás (Foto: G1 GO)A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou que Goiás deve adotar o 9º dígito nos números de celular a partir de 29 de maio de 2016. A mudança tem o objetivo de atender à
crescente demanda pelo serviço móvel.
O cronograma da Anatel foi publicado no Diário Oficial da União na última terça-feira (8). Ele inclui os DDDs 61, 62 e 64. Apesar de ainda não ter sido adotado em Goiás, o novo sistema já está presente na maioria dos estados.
Com a alteração, os usuários devem adicionar o dígito 9 à esquerda dos atuais números móveis, por exemplo: 9xxxx-xxxx. A Anatel alerta que os telefones fixos continuam compostos por oito dígitos.
Embora a mudança inclua apenas a telefonia móvel, todos os usuários precisam discar o nono dígito para efetuar as ligações para celulares. Nas chamadas para outros estados, o 9 também deve ser incluído, por exemplo: 0 + código da operadora + código de área + 9xxxx-xxxx.
De acordo com a Anatel, depois de 29 de maio, as ligações com oito dígitos serão completadas até 7 de junho para adaptação das redes e dos usuários. Entre 8 de junho e 5 de setembro, haverá interceptações e o usuário receberá mensagens com orientações sobre a nova forma de discagem. Após esse prazo, as chamadas com oito dígitos não serão mais completadas.
A Anatel alerta que as agendas telefônicas não serão mudadas automaticamente. “Cabe ao usuário providenciar a mudança em sua agenda de contatos. Sugere-se ao cliente consultar sua prestadora de telefones móveis (celulares) a respeito, pois algumas fornecerão aplicativos que facilitarão essa alteração da agenda”, informa nota da agência.

Fonte: G1

Avião faz pouso de emergência no PI e passageiros relatam explosão

Passageiros ficaram desesperados com problema em avião (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Passageiros do voo 1253 da Gol que saía de Teresina (PI) com destino a Brasília (DF) às 15h40 deste sábado (12) passaram momentos de desespero e
angústia. Cerca de 20 minutos após levantar voo, a aeronave apresentou problemas e o piloto teve que retornar ao Aeroporto Petrônio Portela.

Passageia que estava no voo e preferiu não se identificar (Foto: Ellyo Teixeira/G1)Passageia que estava no voo e preferiu não se
identificar (Foto: Ellyo Teixeira/G1)
Vânia Rozzett Oliveira, uma das passageiras do voo, afirmou ter ouvido uma explosão muito forte em uma das turbinas. “Depois de 20 minutos que tínhamos decolado eu ouvi uma explosão na turbina e logo em seguida pegou fogo, então o piloto teve que retornar ao aeroporto de Teresina com apenas uma turbina. Nosso voo foi cancelado porque a aeronave não pode sair do solo. Aqui no aeroporto foi uma confusão”, relatou.

Ainda de acordo com a Vânia, outro problema foi a falta de acomodação aos passageiros. “Está complicado porque muitos passageiros não são de Teresina e estão sem acomodação. A empresa está informando que não tem hotel e entre os passageiros têm idosos, mulheres grávidas e crianças. Sem um local adequado todos ficarão jogados no aeroporto”, disse a mulher.
Uma jovem que também estava no avião e preferiu não se identificar disse que o voo foi cancelado e os passageiros agora esperam para seguir viagem somente na madrugada de domingo (13).

“Na hora que informaram no sistema de som que iríamos retornar fiquei apavorada, pois logo imaginei que havia ocorrido algum problema, só não sabia o quê. Fiquei com muito medo de  avião cair. Foi um desespero geral e todos ficaram em pânico, sem saber de nada”, afirmou.

A estudante que mora em Brasília estava de férias e retornava para casa. A jovem ficou bastante incomodada com a situação e não escondia a insatisfação por falta de informação.  “Não nos deram explicação nenhuma, só informaram que nosso voo sairia na madrugada de domingo. Algumas pessoas passaram mal e tiveram que receber atendimento médico, mesmo assim a empresa não se manifestou para falar nada", relatou.

Em nota enviada ao G1, a Gol Linhas Aéreas informou que houve um problema técnico na aeronave, mas não deu detalhes do ocorrido. Veja a íntegra abaixo:

Nota à Imprensa
A GOL informa que o voo 1253, que partiu hoje do Aeroporto de Teresina (PI), à Brasília (DF), precisou retornar ao aeroporto de origem devido à limitação técnica da aeronave.
A GOL lamenta pelo transtorno e ressalta que não está medindo esforços para prestar toda a assistência necessária aos seus clientes. No entanto, devido a alta temporada, a companhia ainda busca disponibilidade de hotéis na cidade para acomodar seus clientes. Situação essa que espera-se resolver o mais rápido possível. Os clientes serão acomodados nos próximos voos. A GOL esclarece ainda que preza pelos mais altos padrões de segurança, valor prioritário da sua política de gestão.

Fonte: G1

Barragem que rompeu em MG é a mais perigosa, afirmam especialistas

 http://cidadenewsitau.blogspot.com.br/O estado de Minas Gerais tem 450 barragens de mineradoras. E grande parte é parecida com a de Fundão, que se rompeu em Mariana. Mesmo antes do desastre,
especialistas já alertavam para os riscos desse tipo de barragem. Veja por quê.
O minério retirado do solo precisa passar por um processo de separação de impurezas para que ele tenha um valor comercial mais alto. O mais comum é o que usa água e substâncias químicas. Tudo o que sobra desse processo é chamado de rejeito.
A forma mais usada para armazenar esse rejeito é em barragens. Elas evitam que minérios ou resíduos sigam diretamente para os rios. A barragem é uma espécie de montanha maciça de material consolidado. Há, pelo menos, três tipos de barragens de contenção de rejeitos.
A mais comum, de acordo de com especialistas em mineração, é a barragem a montante. É o mesmo tipo da barragem de Fundão, que se rompeu. Ela começa com a construção de um dique e um tapete drenante, que serve para eliminar a água armazenada no interior da barragem. O aumento desse tipo de barragem, ou alteamento, como é chamado, é feito com o próprio rejeito em direção à barragem. "O alteamento para montante é o mais barato. Tem um custo menor de implantação. Mas é um alteamento perigoso. Tem risco associado", afirma Eduardo Antônio Gomes Marques, geólogo da Universidade Federal de Viçosa.
Outro tipo é a barragem a jusante. Também começa com a construção de um dique e do tapete drenante, mas o alteamento é feito para o lado externo da barragem. É preciso mais tempo e mais material para se fazer o alteamento desse tipo de barragem. E o material não pode ser o rejeito. Tem que ser solo retirado de outros locais da mineração, como argila e pedregulho, por exemplo. "Elas ficam com um custo muito elevado em relação às barragens de montante, que são feitas sobre o próprio rejeito consolidado. Em razão disso, de que a margem de lucro não pode descer, é realmente eliminada qualquer solução técnica nesse sentido", explica o consultor Gerson Campera.
Há ainda um terceiro tipo de barragem de contenção de rejeitos: com alinhamento ao centro e um dreno que acompanha o alteamento da construção. E também é considerada mais segura e mais cara que a barragem a montante. É mais barata, mas menos segura que a jusante.
Uma outra forma de separação é a seco. Nesse processo, que dispensa o uso de barragens, o rejeito é compactado, o que, de acordo com especialistas, é um processo mais seguro. Só se usa água para separar as impurezas do minério. "Os projetistas definem a segurança da sua estrutura. A opção nossa, aqui, foi em relação ao relevo. Nós não temos vales adequados para encaixar uma barragem, por exemplo. Então, nós optamos pela questão da pilha de rejeitos", afirma o superintendente de mineração Rodrigo Nogueira.
Para alguns especialistas, a tragédia em Mariana deve exigir mais segurança no processo de mineração. "Acho que o futuro da mineração no Brasil vai passar por deslamagem, retirar a água do sistema. Eu acho que esse acidente vai mudar muito o paradigma da mineração", acredita Eduardo Antônio Gomes Marques, geólogo da Universidade Federal de Viçosa.

Fonte: Jornal Nacional

Retroescavadeira de prefeitura é utilizada em roubo a bancos no PR

Retroescavadeira foi deixada em frente a um dos bancos após ação dos ladrões (Foto: Tiago Pereira/RPC)Um grupo de criminosos destruiu as duas únicas agências bancárias de Tamarana, no norte do Paraná, com a ajuda de uma retroescavadeira, na madrugada deste sábado (12). De acordo com
a Polícia Militar (PM), os assaltantes roubaram a máquina da prefeitura e logo depois quebraram as paredes dos bancos.
Segundo a PM, o grupo, que estava armado, roubou quatro caixas eletrônicos e o cofre de um dos estabelecimentos. Antes de fugir, os ladrões efetuaram vários disparos. Até as 10h45, nenhum dos criminosos foi localizado pela polícia.
Essa não é a primeira vez que ladrões utilizam máquinas da prefeitura para roubar bancos em cidades do interior do estado.
Em novembro, criminosos utilizaram duas retroescavadeiras para roubar o cofre de uma agência bancária em Ortigueira, nos Campo Gerais. Na época, um parte dos ladrões ficou em frente ao prédio da Polícia Militar para evitar que os policiais saíssem da unidade.

Criminosos utilizaram explosivos para roubar agência e posto bancário em Santa Mônica (Foto: Divulgação/PM)Criminosos utilizaram explosivos para roubar agência e posto bancário em Santa Mônica (Foto: Divulgação/PM)

Noroeste
Também nesta madrugada, ladrões explodiram um posto de atendimento e uma agência bancária em Santa Mônica, no noroeste do Paraná. Com as ações, um caixa eletrônico e um cofre foram danificados.

A Polícia Militar não soube dizer se foi levado dinheiro. Os dois locais estão isolados, pois a polícia suspeita que explosivos foram deixados pelos criminosos.  Ninguém foi preso.

Fonte: Uol

Condenado a 104 anos se forma em presídio e diz que saiu da escuridão

Condenado a 104 anos se forma em presídio e diz que saiu da escuridão (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)Preso há 11 anos, Luiz César Santos, 55 anos, detento do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), comemora uma conquista que fora das grades achava impossível: ter diploma de ensino
superior.

"Tem que ter iniciativa, dar o primeiro passo rumo à luz, tem que sair da escuridão, sair da caverna. Eu saí, vi [a luz], fui atrás dela e me encontro diante da luz agora. A escuridão ficou para trás. Quero ajudar a acender luz no fim do túnel das pessoas que sofrem", explicou Santos ao G1. Ele disse que escolheu sair da ociosidade e usou o tempo livre para ser produtivo.

Santos chegou à cadeia com o 6º ano do ensino fundamental concluído. Retomou os estudos em 2009, no ano seguinte concluiu o ensino médio e começou o curso superior de gestão de cooperativas em 2013. Por estar no regime fechado, as aulas foram a distância. Na sexta-feira (11), recebeu o diploma simbólico.

Condenado a 104 anos se forma em presídio e diz que saiu da escuridão (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)Ele estudou até 6ª séria antes de ser preso
(Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
O 'preso estudioso' tem 104 anos de condenação por diversos crimes, entre eles roubo à mão armada e sequestro. O tempo de pena é um dos maiores do estado atualmente, segundo a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).
Formatura
Vestido com beca e capelo, no discurso de agradecimento, ele lembrou que chegou ao fundo "do poço de sofrimento" quando cumpriu parte da pena no Presídio Federal de Campo Grande e agradeceu a oportunidade de estudar e trabalhar.
Ele também pediu perdão para a família, pela ausência durante os anos presos, e disse que a graduação é uma forma de retribuir o apoio que sempre recebeu.
"Me sinto redimido, porque só deu trabalho para a minha família. Hoje, acho que ofereço alguma coisa possível e realmente atesta que estou de volta para a minha família", ressaltou.

Condenado a 104 anos se forma em presídio e diz que saiu da escuridão (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)Santos entre a filha e o pai depois da colação
(Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
Exemplo para filhas
Na quadra do presídio, foram colocadas cadeiras para os formandos e familiares. Na primeira fileira estavam duas filhas, o pai e duas netas.
Aline Santos e Elen Caroline Santos estavam mais emocionadas que o próprio formando e choraram durante o discurso. Orgulhosas do pai, as duas disseram ao G1 que a força de vontade dele foi incentivo para que elas também fizessem faculdade. Elen faz pedagogia e Aline direito.
"Ele sempre foi meio culto assim, gostava de ler. Antes de entrar para o crime, ele trabalhava de pintor, mas a gente acredita que as más companhias o levaram para esse caminho. Graças a Deus e com o nosso apoio, hoje ele está buscando evoluir para sair melhor", avaliou Aline.
Elen também não esconde a felicidade e diz que, diante do preconceito da sociedade, a estrutura familiar ajuda muito na recuperação e ressocialização do preso. "A sociedade lá fora julga e discrimina não só o preso, mas o filho do preso, o neto do preso e não deveria ser assim", afirmou.
A família agora faz contagem regressiva para que Santos tenha progressão de pena e possa continuar o cumprimento em regime semiaberto. "Ano que vem estarei de volta para a minha família e para a sociedade, agora com estudo, quero contribuir com meu país, meu estado [...] Acredito que a sociedade nos recebe de braços abertos para aqueles que buscam, através da educação, uma forma de mudar de vida", finalizou.

Preso que se formou na cadeia começa pós-graduação em MS (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)Preso que se formou na cadeia começou
pós-graduação (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)
2ª vez
Ao lado de Santos, outro interno também participou da colação de grau, depois de se formar em comércio exterior. Esta foi a segunda vez que a cerimônia simbólica foi feita dentro do presídio.
Em dezembro de 2014, outro preso do IPCG também recebeu diploma do curso de processos gerenciais. José Carlos de Santana Junior foi o primeiro interno do regime fechado de Campo Grande a se formar em curso superior durante o cumprimento da pena e o segundo de Mato Grosso do Sul.
Atualmente José Carlos faz pós-graduação em coaching e liderança e, nesta sexta-feira, acompanhou de perto a cerimônia e ajudou na organização, já que trabalha no setor de educação do IPCG. O ensino a distância no regime fechado começou há três anos em Mato Grosso do Sul, segundo a Agepen.


Um dos corredores do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)Um dos corredores do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) (Foto: Gabriela Pavão/ G1 MS)

Fonte: G1

Mega-Sena acumula e pode pagar prêmio estimado em R$ 175 milhões

 http://cidadenewsitau.blogspot.com.br/A Caixa Econômica sorteou neste sábado (12) em Vilhena (RO) o concurso 1.769 da Mega-Sena, que acumulou pela quinta vez. A estimativa para o próximo sorteio
na quarta (16) é de um prêmio de R$ 175 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 32 - 37 - 44 - 47 - 54 - 60.

Foram 7.782 apostas acertadoras da quadra, que levarão um prêmio de R$ 1.049,73. Já a quina teve 105 apostas acertadoras, que vão ganhar R$ 54.460,29.

No dia 25, a Mega-Sena pagou o maior prêmio da história dos concursos regulares --R$ 205 milhões-- para um acertador de Brasília. A Mega da Virada deste ano, que já está com as apostas abertas, está estimada em R$ 280 milhões.

A aposta mínima da Mega-Sena custa R$ 3,50 e pode ser feita em qualquer lotérica do país até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio.

Fonte: Uol

Saturday, 12 December 2015

Quatro corpos são achados em caçamba na Zona Oeste do Rio

 http://cidadenewsitau.blogspot.com.br/Quatro corpos foram encontrados na caçamba de uma caminhonete na Praça Seca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, na noite desta sexta-
feira (11), informou a Polícia Civil.
Segundo a Divisão de Homicídios (DH), os corpos tinham marcas de tiros e foram deixados no veículo estacionado em um acesso da Rua Barão ao Morro São José Operário.
Três vítimas têm ficha na polícia. Segundo a Polícia Militar, os corpos foram identificados como sendo de Paulo Roberto Freitas, de 22 anos (passagem por roubo); Bruno Hudson Gonçalves (indiciado por violência contra a mulher); e dois menores de idade, um de 17 com passagens por crime análogo ao de formação de quadrilha e associação para o tráfico e outro menor de 14 anos que não tinha ficha criminal.

Fonte: G1

Operação que apura desvio de R$ 200 milhões prende presidente da OAS

 http://cidadenewsitau.blogspot.com.br/A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (11) o presidente da OAS, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim. A prisão faz parte da Operação Vidas Secas - Sinha
Vitória, que investiga desvios de R$ 200 milhões em obras da transposição do Rio São Francisco.

Segundo a Justiça Federal de Pernambuco, também foram presos na mesma operação os executivos Alfredo Moreira Filho, da Barbosa Mello; Mário de Queiroz Galvão e Raimundo Maurílio de Freitas, da Galvão Engenharia. Elmar Juan também representa a Coesa. As prisões foram realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e no Ceará. Algumas empresas ligadas à organização estariam em nome do doleiro Alberto Youssef e do lobista Adir Assad, investigados na Operação Lava Jato.

Em agosto, a Justiça Federal em Curitiba havia condenado executivos e ex-executivos da OAS, empreiteira investigada na Operação Lava Jato. A cúpula da empreiteira foi condenada por crimes cometidos em contratos e aditivos da OAS com a Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, e com a Refinaria de Abreu e Lima (Renest), em Pernambuco.

Em nota, a OAS confirmou que policiais federais estiveram nas dependências da construtora nesta sexta para cumprir mandados de busca e apreensão referentes a contratos de serviços prestados para a obra de transposição do rio São Francisco.
"A empresa informa que prestou à PF todas as informações solicitadas e ressalta que sempre esteve à disposição das autoridades, portanto, lamenta a prisão desnecessária de seu executivo Elmar Varjão. A empresa encontra-se à disposição da justiça para todos os questionamentos”, diz o comunicado.
As investigações que levaram às prisões desta sexta tiveram início em 2010. Os empresários teriam usado empresas fantasmas para desviar cerca de R$ 200 milhões das verbas públicas destinadas às obras, no trecho que vai de Custódia, no Sertão de Pernambuco, a Monteiro, na Paraíba. O consórcio cuidava dos lotes 11 e 12,  dos 14 lotes envolvidos na transposição do rio. Os contratos investigados até o momento são de R$ 680 milhões.

Nesta fase está sendo apurado o núcleo econômico do esquema, que são as empreiteiras e o financeiro de nível operacional. Porém, a PF ainda investigará os núcleos administrativo, operacional e político. "Tudo indica, pelo contexto do grupo de Youssef, que essa verba foi destinada para políticos", adianta o coordenador da operação, Felipe Leal.
A Polícia também acredita que toda a obra da transposição foi superfaturada. "Vai ver nem precisava desses mais de R$ 500 milhões. Vai ver com R$ 300 milhões já poderia ser feito isso. Se houve esse superfaturamento, de que há fortes indícios, se houve desvio de verba pública federal e mesmo assim a obra continuou, qual seria realmente o valor dessas obras que deveriam ser exigidos para a construção?", questiona o superintendente.
A conclusão da obra também pode ter demorado mais ficar pronta  para que os envolvidos no esquema continuassem a lucrar com as irregulariedades. "A princípio, deve ter tido esse atraso, mas a dimensão e de quanto tempo foi só quando tivermos o laudo pericional do assunto. O valor alto tem uma grande influência para o interesse de que essa obra continue por mais tempo", comenta Diniz Cordeiro.
De acordo com o superintendente, ainda há indícios de que as fraudes eram cometidas a depender da necesidade de arrecadar valores ilícitos. "Havia fraudes que dependiam da necessidade. Aumentavam o volume de terra mexida, pelo menos, no papel, na medição, mas, na realidade, não havia esse aumento de fato. Isso também vai ser objeto da perícia", completa.

Ao todo, foram cumpridos 32 mandados judiciais nos estados de Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Brasília, sendo quatro mandados de prisão no Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Ceará, quatro mandados de condução coercitiva no Rio Grande do Sul, em São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro. Ainda houve 24 mandados de busca e apreensão, sendo sete em Pernambuco.
No Recife, a Polícia  cumpriu mandados nos bairros de Boa Viagem, Coelhos e Graças. Equipes da PF ainda atuaram nos municípios de Sertânia e Salgueiro, no Sertão do Estado. Os investigados devem responder pelos crimes de associação criminosa, fraude na execução de contratos e lavagem de dinheiro.
Empresas 
A reportagem do G1 entrou em contato com cinco empresas listadas pela PF em endereços pernambucanos. A Galvão Engenharia informou, através de nota, que ainda não tomou conhecimento dos detalhes da investigação da Operação Vidas Secas, mas que vai colaborar com o poder público "para que tudo seja esclarecido da melhor forma possível".
A Concremat Engenharia e Tecnologia S/A, com sede em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, informou, por meio de nota que o consórcio "contratado para o gerenciamento do programa de Transposição do Rio São Francisco esclarece que desenvolve um trabalho estritamente técnico, não atuando na obra em si, e já está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações".
A Arcadis Logos S/A, no bairro dos Coelhos, área central da cidade, não atendeu às ligações. A Ecoplan Engenharia Ltda., sediada no bairro das Graças, na Zona Norte, não quis falar com a reportagem.

A transposição
Orçado em R$ 8,2 bilhões, o projeto, de iniciativa federal, tem o objetivo de garantir o abastecimento de água para 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte, beneficiando aproximadamente 12 milhões de pessoas.
A obra começou em 2006, quando tinha orçamento de R$ 4,5 bilhões. Devido aos atrasos, teve o custo praticamente dobrado.
Segundo o Ministério da Integração Nacional, a demora na entrega dos trechos acontece devido à burocracia na escolha das empresas e na adaptação dos projetos iniciais.
Por meio da construção de quatro túneis, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e recuperação de 23 açudes existentes na região do Nordeste Setentrional, a transposição visa beneficiar, com as águas do Rio São Francisco, 11 bacias da região com oferta hídrica per capita inferior à considerada ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Aproximadamente R$ 1 bilhão do total de investimentos está destinado para programas básicos ambientais.
Segundo dados do mês de outubro, as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco apresentam 81% de execução física. Atualmente, há 10.141 trabalhadores contratados para atuarem no empreendimento.

Para aperfeiçoar o gerenciamento, o Ministério da Integração Nacional implantou, em 2011, outro modelo de monitoramento, licitação e contratação para os seis trechos de obras.

Fonte: G1

Polícia Federal encontra corpos dentro de reserva indígena, em RO

Reserva Roosevelt, em Espigão (Foto: Portal Espigão/ Reprodução)Dois corpos foram encontrados pela Policia Federal (PF) nesta sexta-feira (11) dentro de um acampamento de garimpo de diamantes, que fica na região da Reserva Roosevelt, em Espigão
D’Oeste (RO). Conforme a PF, ainda não se sabe quem são as vítimas e nem o motivo das mortes.
Dentro da reserva já foram registrados vários conflitos entre garimpeiros, madeireiros e indígenas. Segundo a polícia, ainda não há confirmação se as mortes desta sexta-feira estão relacionadas ao garimpo ou a extração de madeira dentro da reserva.  Agentes da PF permanecem na reserva acompanhando o caso.
Na terça-feira (8) a PF realizou a Operação Crátons, que tem por objetivo desarticular um grupo suspeito de estar envolvido na extração ilegal de diamantes das terras dos índios cinta-largas.
Até o momento foram emitidos 11 mandados de prisão nos municípios de Cacoal e Espigão do Oeste, porém apenas nove foram cumpridos, sendo que duas pessoas estão foragidas. Dos presos, seis são lideranças indígenas. Os indígenas estão em prisão domiciliar e os outros envolvidos estão presos em Cacoal.

Fonte: G1

Suspeita de bomba esvazia sede do BRB, em Brasília

Funcionários do BRB deixam o prédio do banco após aviso de suspeita de bomba no local. (Foto: Alexandre Bastos/G1)Uma suspeita de bomba no prédio do Banco de Brasília (BRB), no Setor Bancário Sul, provocou o esvaziamento do prédio na tarde desta sexta-feira (11). A segurança
do prédio afirmou ter recebido uma ligação anônima com a informação de que haviam bombas no quinto e oitavo andares do edifício. A Polícia foi chamada e realizou buscas no local. Após a investigação, nenhuma bomba foi encontrada no prédio do BRB.
O comunicado foi feito por volta das 13h30. De acordo com informações dos brigadistas do banco, o prédio foi esvaziado em dez minutos. Homens da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros foram enviados para o edifício 40 minutos após o comunicado e realizaram o isolamento do local. Uma faixa do Eixinho foi isolada enquanto os Polícia e Bombeiros realizavam a operação.

Funcionários do BRB deixam o prédio do banco após aviso de suspeita de bomba no local. (Foto: Juliana Cabús/Divulgação)Funcionários do BRB deixam o prédio do banco após aviso de suspeita de bomba no local. (Foto: Juliana Cabús/Divulgação)

Segundo o analista do departamento jurídico do BRB Daniel Lima, de 31 anos, que voltou a entrar no prédio após o isolamento do local, o andar onde trabalha estava livre da ameaça. "Subi porque fui chamado para abrir uma sala do quinto andar e ajudar no reconhecimento do local. Não há nada lá, ainda bem".

Carro do Corpo de Bombeiros em frente ao BRB (Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)Carro do Corpo de Bombeiros em frente ao BRB
(Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
A estagiária do BRB Juliana Cabús, de 23 anos, afirma que após a sirene do prédio tocar os funcionários desceram sem saber o que acontecia. "Nós fomos avisados da ameaça de bomba quando já estávamos fora do prédio. Várias pessoas deixaram bolsas, chaves ou celulares lá dentro e estão aqui fora esperando para ser liberadas".
O Esquadrão Antibombas da Polícia Militar e o Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) foram trazidos ao prédio para ajudar nas buscas pelas bombas. Até as 16h10 os militares ainda realizavam buscas no oitavo andar do prédio.
De acordo com o 2º tenente Fonseca, responsável pela operação da PM, os policiais consideravam desde o início a possibilidade de um falso comunicado. "Nós não encontramos evidências da existência da bomba, mas continuamos com as buscas. Em muitos casos como este, o que acontece é um falso comunicado criminoso", afirmou. Segundo a polícia, a corporação vai investigar quem foi o responsável pelo telefonema.
Falsa bomba em SP
Nesta sexta, em São Paulo, falsas bombas foram deixadas em estações de metrô da capital paulista. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) divulgou imagens das falsas bombas que afetaram o funcionamento da Linha 11-Coral nesta manhã. Os objetos foram deixados nas estações Brás, Guaianases e Corinthians-Itaquera, em São Paulo. A polícia verificou que os objetos não eram explosivos.


Falsa bomba encontrada em estação da CPTM (Foto: Reprodução/TV Globo)Falsa bomba encontrada em estação da CPTM (Foto: Reprodução/TV Globo)

As fotos mostram tubos grudados a um aparelho semelhante a um celular por fita adesiva. “Nós concluímos que aquele volume, aquele objeto, teria potencial de risco. Abrimos e vimos que a aparência dela sinalizava que poderia haver um risco”, disse o gerente de segurança da companhia, Irã Figueiredo Leão.
Questionado em evento no interior do estado, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que mandou verificar as câmeras de vídeo das estações. "Porque ou era alguma questão de bomba, ou uma brincadeira de muito mau gosto que prejudica os trabalhadores. É uma total irresponsabilidade", disse. "Nós também não podemos achar que não tem nada e colocar em risco a vida das pessoas, mas estamos atrás das câmeras para identificar os criminosos.”

Fonte: G1

MP pede nova condenação a Zeca Pagodinho por fraude em show no DF

Zeca Pagodinho acena para o público na concentração da Sapucaí (Foto: Fábio Tito/G1)Depois de o Tribunal de Justiça condenar o cantor Zeca Pagodinho a três anos de reclusão em regime aberto por fraude na contratação de um show de Brasília, o Ministério
Público entrou com recurso e pediu que o músico também seja condenado por peculato – quando um funcionário público ou uma pessoa que age junto a um funcionário público desvia bens do governo. O contrato foi feito pela extinta Empresa Brasiliense de Turismo (Brasiliatur) em 2008, sem licitação.
Por e-mail, assessoria de imprensa do artista disse que ainda não havia sido comunicada sobre o recurso e que procuraria a defesa de Zeca Pagodinho para saber o que pode ser feito e poder se posicionar. A decisão do TJ saiu no dia 19 de novembro. A pena dele foi substituída por duas penas restritivas de direitos e multa.
Questionado a respeito da condenação, o músico disse ver "preconceito". "Me perguntaram por que eu não posso me apresentar em Brasília. E se me perguntarem por que o meu show é caro, é porque o meu show é bom e paga quem quiser. Eu jamais posso me enquadrar como fraudulento. Isso jamais."
Além do artista, também foram condenadas outras quatro pessoas das empresas responsáveis pela produção e pela contratação do show. De acordo com o Ministério Público, todos deixaram de cumprir "formalidades pertinentes à inexigibilidade de licitação" em shows de dois eventos. O primeiro foi a Expoagro, realizada em 18 de abril de 2008, e o segundo foi o aniversário de Brasília, comemorado no dia 21 de abril do mesmo ano.
Em nota, o advogado de Zeca afirmou que a condenação é "absurda" e "injusta" e que o cantor "não teve qualquer participação ou ingerência no processo administrativo que entendeu não ser necessária licitação para a sua contratação".
Segundo a defesa, ele apenas assinou o contrato e cobrou o cachê padrão da época. "Assim, não há que se falar em superfaturamento, posto que o artista recebeu o que cobrava de todos", diz.
Os dois shows foram contratados pela Brasiliatur sem realizar licitação. Para o MP, além de não conseguir comprovar o orçamento detalhando todos os custos, os suspeitos também superfaturaram os dois eventos. Só no primeiro show, o órgão diz que Zeca Pagodinho recebeu R$ 170 mil de cachê, enquanto outras comemorações realizadas em Brasília no mesmo período custavam em média R$ 200 mil para o pagamento de artistas e montagem da estrutura dos eventos.
"Registro que o aniversário de Brasília poderia ter sido comemorado com qualquer show artístico, pois, em que pese a notória popularidade do réu, não se trata de um cantor que tivesse 'laços' com a cidade, ou mesmo que tivesse alguma representatividade especial para Brasília, mas apenas de um cantor escolhido pela empresa de turismo, que deveria ter optado por outro cantor ao constatar essa cobrança abusiva e dissociada da realidade", diz a juíza na decisão.
A pena de Zeca pode ser convertida em prestação de serviços à comunidade e no pagamento de valor a ser definido pela Justiça. Ex-funcionários da Brasiliatur, César Augusto Gonçalves, Ivan Valadares de Castro e Luiz Bandeira da Rocha Filho foram condenados a quatro anos e oito meses de detenção em regime semiaberto e ao pagamento de multa no valor de 2% dos dois contratos.
Representante da empresa Star Comércio, Aldeyr do Carmo Cantuares recebeu condenação de três anos e seis meses de detenção em regime aberto. Ele deve pagar multa no valor de 2% dos dois contratos. A pena dele também foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamento de multa.

Fonte: G1

PF indicia 25 no interior de SP por golpe de R$ 150 mil no Bolsa Família

Delegado explica que indiciados forneciam informações falsas durante cadastro no Bolsa Família (Foto: Paulo Souza/EPTV)A Polícia Federal indiciou 25 moradores de Pontal (SP), entre eles funcionários públicos, por suspeita de aplicar um golpe no Programa Bolsa Família do Governo Federal. Segundo o delegado Edson
Geraldo de Souza, os suspeitos usavam informações falsas de renda e constituição familiar para receberem o benefício. O golpe movimentou cerca de R$ 150 mil.
As famílias começaram a ser investigadas em 2014, após denúncia da Controladoria Geral da União (CGU). Souza explicou que as informações fornecidas pelos suspeitos ao Bolsa Família foram cruzadas com dados da Caixa Econômica Federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) e da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania (Senarc).
"Havia entre os beneficiários, funcionários públicos, empresários, autônomos, aposentados e pensionistas do INSS. Nós cruzamos o maior número de dados possíveis, para eliminar a possibilidade de a pessoa alegar que não sabia. De fato, com a consistência do número de informações que foram feitas, é impossível a pessoa alegar que não sabia", disse.
Souza disse que o Bolsa Família é auto-declaratório, ou seja, é o próprio candidato quem fornece as informações ao Governo Federal. Em seguida, a família é visitada por um agente, que realiza uma entrevista para confirmar os dados. A partir daí, o beneficiário é avaliado pelos critérios do Programa e pode receber entre R$ 77 e R$ 154, segundo o delegado.
“O que as pessoas faziam era aumentar o número de integrantes do núcleo familiar, incluindo netos, sobrinhos, ou omitir pessoas que tinham renda. Quem tinha algum tipo de benefício previdenciário, ou estava empregado, não era mencionado. Sempre mantendo o número de integrantes dentro da renda permitida para o programa”, afirmou.
Dois servidores municipais e empresários com renda famíliar superior a R$ 3 mil estão entre os indiciados pela PF. O delegado descartou a possível formação de quadrilha entre os suspeitos, assim como o envolvimento de gestores do Bolsa Família. Os indiciados responderão por estelionato, cuja pena pode chegar a seis anos e oito meses de prisão.

Fonte: G1

Polícia encontra R$ 70 mil na casa de PM do Bope que está foragido

Representantes do Bope e do MP participaram de coletiva de imprensa no Rio (Foto: Henrique Coelho/ G1)Durante ação deflagrada na manhã desta sexta-feira (11) pela Polícia Militar e pelo Ministério Público para prender cinco PMs suspeitos de receber propina de traficantes, os
agentes encontraram R$ 70 mil na casa do PM Rodrigo Meleipe Vermelho Reis. O policial é o único que está foragido dos cinco que tiveram mandados de prisão expedidos na operação batizada como Black Evil. De acordo com a PM, Meleipe está fora do país.
Como informou o RJTV, porém, a polícia já fez contato com o agente, que falou que vai se entregar.
Segundo a denúncia do MP, entre os meses de agosto e dezembro deste ano, os policiais investigados receberam propina de traficantes de uma facção criminosa em troca de informações sobre operações realizadas pelo Bope nas comunidades Faz quem Quer, Covanca, Jordão, Barão, Antares, Vila Ideal, Lixão, Conjunto de Favelas do Lins e Conjunto de Favelas do Chapadão. O grupo ainda negociava com traficantes armas apreendidas em outras ações para uso da quadrilha.
De acordo com a corporação, Maicon Ricardo Alves da Costa, vulgo Preto 1; André Silva de Oliveira, vulgo Preto 2; Raphael Canthé dos Santos, vulgo Preto 3; Silvestre André da Silva Felizardo, vulgo Corintians; e Rodrigo são suspeitos do crime de corrupção passiva. A ação também cumpre 15 mandados de busca e apreensão.
De acordo com as investigações, as atividades policiais foram monitoradas 24 horas por dia, durante todos os dias da semana, e vazadas detalhadamente aos criminosos. Os valores recebidos pelos policiais variavam entre R$ 2 mil e R$ 10 mil por comunidade.

PMs do Bope "tranquilizavam" traficantes
A operação, feita pela Corregedoria Interna da Polícia Militar, com apoio da Subsecretária de Inteligência da Polícia Militar e do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, teve como ponto de partida da investigação, feita a pedido do Bope, uma operação vazada em maio de 2015. No morro do Faz-Quem-Quer, em um sábado à noite, os policiais encontraram a favela vazia. Eles davam satisfações e "tranquilizavam" os traficantes. "Eles diziam: Bom dia, Boa Noite, e pediam desculpas caso algo desse errado no vazamento de informações", explicou o promotor Fábio Oliveira, do Gaeco.
"A partir dali, percebemos que estavam brincando com nossa inteligência, algo estava errado. Não havia nem cachorro na rua", afirmou o tenente coronel Carlos Sarmento, comandante do Bope.
Entre os crimes citados na denúncia, estão corrupção e a violação de segredo funcional. Segundo a promotora do Gaeco, Angélica Glioche, eles serão citados na Justiça Comum por associação ao tráfico.
"Ao passo que eles concordam em dar informações aos traficantes, eles estão associados a eles. Todos se comunicavam com os traficantes, em um vazamento semanal", afirmou a promotora. Entre os presos, dois estavam atualmente no Bope, um era do Departamento Geral de Pessoal e André Felizardo, o líder, estava no 15º BPM (Duque de Caxias).

Liderança
O policial André Felizardo havia saído do Bope em dezembro de 2014, mas arregimentou policiais para participar do esquema criminoso dentro do Bope. "Cada um dos denunciados estava em uma das equipes do batalhão de operações especiais. Desde o primeiro momento, o comandante não exonerou os elementos, mas fez isso de caso pensado, para conseguirmos informações. Após nossas ações, os avisos aos traficantes não deram certo ", disse Fábio.
Fábio Galvão, coordenador de inteligência da PM, explicou que a investigação durou cinco meses, e que a operação desta sexta-feira na Covanca buscava um dos traficantes que seria contato dos policiais. O traficante não foi encontrado, mas três fuzis foram apreendidos na favela.
"Hoje, a gente chega ao fim dessa operação. Satisfeito. Não feliz, porque o Bope é um farol dentro da PM, e esses homens que foram presos estavam desonrando essa memória. E quem estiver cometendo esse tipo de crime será levado à justiça", garantiu o comandante do Bope.
Vai haver uma limpeza ainda maior dessa excrescência social que se alimenta da venda de drogas, e essa parceria não vai acabar", afirmou o corregedor da PM, Victor Yunes.

Fonte: G1

Vacina contra dengue será testada em 17 mil pessoas, em 12 Estados

 http://cidadenewsitau.blogspot.com.br/A vacina contra a dengue do Instituto Butantan será testada em 17 mil voluntários distribuídos por 12 Estados do país em sua terceira fase de experimento. O recrutamento começa a ser feito
nos próximos dias e ainda não há prazo para a liberação da vacina para o público geral, segundo o instituto informou nesta sexta (11) em coletiva no Palácio dos Bandeirantes. 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberou a última fase de testes da vacina contra a dengue. A primeira etapa do trabalho é buscar voluntários para participar dos testes – a expectativa é que haja boa procura. Entre eles, um terço receberá placebo e outros dois terços serão injetados com uma dose única da vacina.

O estudo será feito em diferentes regiões do país para que a vacina seja testada em áreas com os quatro tipos de vírus da dengue existentes. Haverá testes em Aracaju (SE), Recife (PE), Fortaleza (CE), Brasília (DF), Cuiabá (MT), Campo Grande (MS), São Paulo (SP), São José do Rio Preto (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Boa Vista (RR).

Os voluntários serão acompanhados por cinco anos. No entanto, se os resultados forem positivos antes disso é possível que a vacina seja liberada antes desse prazo.

Segundo Jorge Kalil, presidente do Butantan, a vacina contra a dengue não é eficaz contra o vírus da zika, possível responsável pelo surto de microcefalia que vive o país. 

De acordo com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, essa fase de testes deve custar R$ 270 milhões. Na próxima semana, o governo fará reuniões com empresas interessadas em fabricar a vacina, após sua aprovação. 

"Na próxima segunda teremos reuniões envolvendo o Butantan, o Estado e empresas internacionais que tenham interesse em compartilhar o estudo com o Butantan desde a fase 3 em diante. A possibilidade do negócio, vamos discutir na segunda. Entendo que estamos com uma vacina para o país e na sequência para o mundo", afirmou o secretário estadual de Saúde, David Uip.

Oito meses na Anvisa
Até agora, duas fases do estudo já foram concluídas com sucesso. A fase 3 envolve a análise da eficiência da vacina contra os quatro sorotipos diferentes do vírus da dengue. A intenção é que uma fábrica para a produção do produto já seja construída enquanto os últimos testes são realizados.

O Instituto Butantan havia pedido há oito meses a liberação para a última fase de pesquisas da vacina contra a dengue. Em 10 de abril, quando o Brasil vivia o ápice da epidemia da doença, a solicitação foi encaminhada para a Anvisa, que respondeu o pedido apenas agora. Ainda em abril, o instituto paulista ainda não havia concluído a segunda fase de pesquisas da vacina.

Fonte: Uol

Friday, 11 December 2015

Anvisa libera fase 3 de vacina contra dengue do Butantã

Amostra de mosquito e ovos do mosquito Aedes aegyptiA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu liberar a fase três de pesquisa da vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantã. O anúncio será feito nesta sexta-feira (11) para o
instituto. Apresentado em abril na agência, o pedido foi analisado em regime de prioridade, por se tratar de um tema de relevância para saúde pública. Na última etapa do estudo é avaliada a eficácia da vacina na proteção contra a doença e novos dados sobre a segurança são agregados.

"Se a vacina se revelar eficiente, será uma grande notícia. Embora ela não traga impacto sobre a grande preocupação em saúde pública neste momento, que é o aumento de casos de microcefalia provavelmente relacionada com a infecção por zika, um imunizante contra dengue eficaz significará um alívio. Uma arma a mais para combater problemas trazidos pelo Aedes aegypti", disse o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa.

A previsão inicial do Instituto Butantã era de iniciar esta nova etapa de estudos entre o fim deste ano e o início de 2016. A vacina, desenvolvida em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH na sigla em inglês), tem o objetivo de proteger contra os quatro subtipos de vírus da dengue. A proposta é que a última etapa de estudos envolva 17 mil voluntários, divididos em três faixas etárias: 2 a 6 anos; 7 a 17 anos e 18 a 59 anos.

A duração da fase 3 vai depender de alguns fatores, como a velocidade no recrutamento dos voluntários e a circulação dos quatro subtipos de vírus no país. A ideia inicial do instituto é que, simultaneamente à condução da pesquisa, seja iniciada a construção de uma fábrica para produção do imunizante. "Vamos acompanhar todos os passos, para que eventuais ajustes sejam feitos rapidamente. Isso traz maior rapidez a todo o processo", afirmou Barbosa.

O presidente da Anvisa observou que a liberação da fase 3 da pesquisa somente não foi mais rápida porque a agência aguardava do Butantã o envio de informações consideradas essenciais para a análise da segurança do processo. "Estamos falando de um produto que é totalmente novo e seria usado num número muito significativo de voluntários. Não houve burocracia: demos a prioridade necessária, mas sem esquecer cuidados importantes de segurança", completou.

A solicitação da liberação da fase três da pesquisa da vacina foi feita pelo Butantã para a Anvisa antes mesmo da conclusão da fase 2 dos estudos, que ocorreu em junho. De lá para cá, a agência aguardava o envio de informações consideradas indispensáveis: alguns dados do estudo sobre a segurança e informações que comprovassem a estabilidade do produto. Essas solicitações foram atendidas nesta terça. "Estamos trabalhando de forma integrada. É natural que, durante o processo, dúvidas apareçam, ajustes tenham de ser feitos", disse Barbosa.

A Anvisa avalia pedido de registro de outra vacina contra dengue, da Sanofi Pasteur. Mas a eficácia do imunizante não é considerada alta por parte dos especialistas: 66% para os quatro sorotipos. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)

Fonte: Uol

Jornalista Renato Machado se despede do "Bom Dia Brasil" após quase 20 anos

 http://cidadenewsitau.blogspot.com.br/Correspondente internacional da TV Globo e comentarista em Londres, Renato Machado se despediu do telejornal "Bom Dia Brasil" nesta
sexta-feira (11).

"Eu me despeço da velha-nova Londres e do 'Bom dia Brasil'. Na segunda-feira, a Cecília Malan estará aqui. Vamos nos encontrar mais adiante em outras reportagens e outras coberturas", disse.

Ana Paula Araújo disse aguardar pela volta do jornalista ao Rio de Janeiro. " Bem-vindo de volta", afirmou. 

O âncora Chico Pinheiro lembrou o início da parceria com Renato no telejornal matutino da Globo. "Lembro que em janeiro de 1996 estive com você quando começamos esta nova etapa no 'Bom Dia Brasil'. Eu era o seu colaborador de São Paulo", declarou. "Vinte anos de manhãs", encerrou o correspondente.

Trajetória

Renato Machado trabalhava como correspondente da Globo em Londres desde 2011, quando passou o bastão de apresentador para o jornalista Chico Pinheiro, segundo o site Memória Globo. Ele esteve na função de apresentador e editor-chefe do telejornal por 15 anos.

Estreou na emissora no "Globo Repórter", em 1982. Em sua primeira reportagem, acompanhou o comércio de sangue na Baixada Fluminense. 

Renato também passou pelo "Fantástico", no qual foi editor e comentarista. Como correspondente, cobriu acontecimentos como a explosão da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986, o impeachment do presidente Fernando Collor, em 1992 e a morte do piloto Ayrton Senna, em 1994.

Tornou-se um dos responsáveis pela reformulação do formato do "Bom Dia Brasil". "Havia a necessidade de o jornal ter uma conversa um pouco mais informal, para que o telespectador acordasse de manhã e não tivesse o impacto de um noticiário lido, e sim de um noticiário conversado e comentado", disse para o Memória Globo.

Fonte: Uol

Criança de 7 anos é assassinada durante festa em colégio particular

Criança de 7 anos foi assassinada durante uma solenidade de formatura em Petrolina (Foto: Taisa Alencar / G1)Uma menina de 7 anos foi assassinada na noite desta quinta-feira (10) com vários golpes de faca, durante uma solenidade de formatura do Colégio Nossa
Senhora Maria Auxiliadora, no Centro de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A vítima, Beatriz Angélica Mota, estudava no colégio e era filha de um professor de inglês da mesma instituição. O colégio ainda não se pronunciou sobre o caso.
Segundo a Polícia Militar, a menina foi ao evento com a mãe, Lúcia Mota, e o pai, Sandro Romildo. O professor saiu de perto delas para participar da cerimônia. Minutos depois, a mãe percebeu que a filha tinha sumido.
Uma testemunha que estava na festa e que preferiu não se identificar contou o que viu. “Já perto do final da festa, quando a banda tocava, o professor Sandro subiu ao palco, já bastante angustiado e começou a chamar pela filha dele, perguntando: 'Bia, minha filha, cadê você? Pessoal, alguém achou a minha filha?'", afirmou. 

A criança foi encontrada em uma sala de material esportivo que estava desativada (Foto: Taisa Alencar / G1)A criança foi encontrada em um depósito de material
esportivo ao lado da quadra onde ocorria a formatura
(Foto: Taisa Alencar / G1)
A testemunha disse que, depois, o pai foi ao palco mais uma vez para chamar pela filha, dizendo que já tinha procurado em todos os lugares.
"Nesse momento, a festa parou, e todo mundo começou a deixar o centro da quadra. Foi quando o pessoal ouviu um barulho, muitos gritos. E as primeiras pessoas que entraram [num depósito de material] já saíram chorando e dizendo que tinham encontrado a menina morta”, relatou.
A criança foi achada em um local reservado, um depósito de material esportivo desativado, ao lado da quadra de esportes onde acontecia a formatura. Ela tinha ferimentos no tórax, membros superiores e inferiores. A polícia descartou a possibilidade de violência sexual.
A faca usada no crime, de tipo peixeira, foi encontrada cravada na região do abdômen da criança.
Investigações
A Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Instituto de Medicina Legal (IML) e o Instituto de Criminalística (IC) foram acionados. A área foi isolada e foi feita uma varredura no colégio para tentar encontrar vestígios do crime.
A delegada responsável pelo caso, Sara Machado, informou que havia poucas crianças da mesma idade no local e que a mãe logo percebeu a ausência da filha.
"O crime, que infelizmente aconteceu de forma bárbara, chocou toda a população de Petrolina", disse Sara. Segundo ela, a Delegacia de Homicídios já investiga o caso.
"Os policiais estão fazendo o levantamento em relação a testemunhas, câmeras de segurança e outros meios de provas que possam levar à elucidação do crime”, afirmou. Câmeras de segurança do colégio, de estabelecimentos comerciais próximos e da equipe contratada para fazer a filmagem do evento já foram solicitadas.

A criança desapareceu durante uma solenidade de formatura do colégio (Foto: Taisa Alencar / G1)Quadra do colégio onde ocorria a cerimônia de formatura (Foto: Taisa Alencar/G1)

A polícia apura se o suspeito entrou pela porta principal, que dava acesso à quadra, porque o colégio possui sensor de movimento e, se alguém tivesse pulado o muro, o alarme teria disparado.
A delegada pediu ainda a colaboração da comunidade para chegar ao autor do crime. “Aproveitamos para fazer um apelo às pessoas que estavam participando do evento, que, porventura, tenham feito gravações de aparelho celular, fotografias e todos os meios de gravação digital, que procurem a Delegacia de Homicídio. Estaremos com uma equipe de prontidão para analisar essas imagens e esses aparelhos não ficarão apreendidos”, disse a delegada.
Sobre imagens de possíveis autores do crime que circulam em redes sociais, Sara Machado diz que são apenas boatos.
“Essas fotografias são falsas. Não foram divulgadas pela Polícia Civil. Inclusive, a polícia vai investigar quem está divulgando, de maneira equivocada e precipitada, as imagens. [...] Ainda não temos nomes de suspeitos”, revelou.
Segundo a delegada, a polícia não tem contado com o apoio da família nesse momento da investigação, porque todos estão em estado de choque.

Fonte: G1